Sábado, Novembro 15, 2008

Eterna Morte em um casulo de Vida

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Às vezes me espanto com os segredos do mundo. Nunca imaginei em vida poder Cair um dia, assim. Nunca imaginei o que havia por trás da forma. Imaginei de outros muitos jeitos e muitas vezes. Mas assim? Assim como se música, pintura, poesia e todas as maiores Artes juntas pudessem se transformar em uma só escultura forte? Jamais. Alta. Em estandarte de ferro solto ao chão? Jamais. Ferro que de tão pesado, tornara-se leve aos sopros do mundo de Cá. Era escultura em formato de vida. Era escultura fictícia. Era algo que também continha uma espécie de Céu, Chão, Natureza mesmo. E Cor. Mas eram poucas as escalas da paleta. Era difícil a combinação daqueles tons sombrios. Talvez sombrios somente a mim. Mas era apenas a mim, dedicado o saber da existência. 

Às vezes me espanto com os segredos do mundo. Aos poucos fui ali, naquela nova realidade, vivendo. Fui aos poucos. Foi um devagar novo, inexistente na vida de sol. Foi cauteloso o tatear das imagens. Os diálogos eram mais curtos, lentos e importantes. Era como se tudo houvesse tornado-se poesia filosófica de ninguém mais que você. Eu. Era como se todas as coisas que acreditasse estivessem ali reunidas, te dizendo que sim! Seriam verdades! Pois apenas as verdades conquistadas em vida eram ali apresentadas. Assim passava os dias, as horas infindas e lindas, afirmando as menores partes de meu ser, que ainda fingia não saber, serem as mais grandiosas das partes. Assim depois eu acordei.

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Parte de um livro em andamento.

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